Poetry & Arts

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"O velho crocodilo"

Velho Crocodilo
lento em movimentos
não sacies a fome
nos regatos banhados
pelo sangue de teus antepassados

Lembra-te dos dias
em que cantaste
a pureza e os feitos
silenciados pelas crueldades
da história ancestral
e a velha lição de Liberdade

Velho Crocodilo
lento em movimentos
recorda a ternura
que em caminhos inesperados
te transformou
numa Nação Livre


HSSoares
09/09/09

La balerina

Saltos
rodopios
pas de deux
ritmo suave...
Crescendo
dança
em pontas...

La Balerina


HSSoares
09/09/09


Amanhecer

Retiro o véu
que me cobre
as faces
sinto cada gota de chuva
cada som suspenso
no ar

liberto-me
de cantos escuros
das sombras
como uma crisálida
em mutação

sou o meu próprio amanhecer

HSSoares© 2009 All Rights Reserved

Sem titulo2

Amo-te
não te amo
Desejo-te
não te desejo
Conheço-te
não sei se te conheço
Sei que por momentos
estiveste aqui

Presente
inexistente
lembranças
Que o Passado compensou
Saudade
de te procurar
desencadear
peregrinar
por ti


HSSoares© 2009 All Rights Reserved

Encanto

Surge o feitiço
de um mundo em
que me abandono
tranquilo, sereno
como um por de sol de outono

A cor, a luz, as formas...
Sinto-as
em tudo o que desconheço
renovo
encantada...




HSSoares© 2009 All Rights Reserved

Negro-Cinza ( Black-Grey)( Portuguese/English)

Brota relva enegrecida
na terra maltratada
pelas dores.

Os céus trespassados,
violados,
choram lágrimas amarguradas.
Que na negritude dos oceanos
diluem-se e desaguam
em ondas e espumas de nafta,
nas areias

negro-cinza
cinza-negro

O verso da civilização.


Black-Grey

Blossom darkened grass
in the ground mistreated
by the pains

The crossed, violated skies,
they cry embittered tears.
What in the black awareness of the oceans
they are diluted and drained,
naphtha waves and foams,
in the sands
gray-black
black-gray

The verse of the civilization



HSSoares© 2009 All Rights Reserved.

Sonho

Tenho a incerteza no olhar
Não vislumbro o momento
Nem a ocasião
Desato nós aprisionados
Pelos sentidos e emoções
De uma noite inquieta

Vagueio no imenso Éter,
Estendo e distendo-me
Numa irrealidade só minha
O mundo, esse, suspenso
por algumas inusitadas horas

nevoeiros e brumas erguem-se
no final de uma caminhada
infindável, a luz, essa, era
um alazão alvo e puro
que solenemente esperava.

Voa alazão para o Olimpo
Onde Zeus imponente aguarda
Com um cálice cristalino

Entrega as aguas sagradas
Um cajado de peregrino
Sorrindo, indicou o caminho

Do destino


HSSoares© 2009 All Rights Reserved.

(não editado)

Desabafo

Desabafo

 

Procurei no mais recôndito

Lugar do meu ser,

Um pequeno espaço,

Mesmo que ínfimo,

Para poder alojar

Toda esta amalgama de paixões.

 

Liberta de algemas

Aprisionada nas loucuras,

Lançada  em aventuras…

Meus sonhos são pinturas e partituras

Enchendo o vazio

de uma folha de papel.

 

Leio e releio

Palavras que ficaram por dizer e escrever

A mão treme

Enquanto rabisco o primeiro verso

Dum poema que está na mente

Desisto. Amachuco e atiro fora

O papel, num momento de frustração

De não conseguir dizer, abertamente,

Amo-te

 

HSSoares

09/04/09

Alma Portuguesa... Eu sou

Nasci na Oceania
na ilha em forma de crocodilo
passei ao largo da Ìndia
e a fúra de "Adamastor" senti
desembarquei no cais de todas as esperanças
onde por pouco permaneci

Rumei a terras
de ouro e diamantes
cobras adormecidas ao calor do meio dia
do choro das hienas ao anoitecer
e ao amanhecer, o regresso dos caçadores de leões

Regressei ao cais de todas as esperanças
e sonhos roubados, permaneci.
Mas a este meu pequeno Fado agradeço
por poder dizer alto e bom som:

Alma Portuguesa... Eu sou.

HSSoares
09/'8/26

HSSoares© 2009 All Rights Reserved.

Imagem

Apaixono-me no vento
e no espaço
construo castelos, nas nuvens
desenho amores e paixões
intemporais
Sustenho o ar,
o cheiro selvagem
dos momentos
marcados
por um imenso
A
D
E
U
S

HSSoares
09/08/25

Sem Titulo

Não há noites serenas
as horas não são reais
debate-se a constância
que se perde no pensamento
e finda numa falésia

Não há noites serenas
mas sonhos por se encontrar.


HSSoares
09/8/25

Qualquer coisa

Uma brisa fria
o fresco cheiro de terra
num crepúsculo infindável
vagueio, entre uma "passa" de um cigarro
e um olhar perdido no horizonte

caminho no solo que não me viu nascer
e os ventos polares, esses,
recortam, endurecem e tecem
as linhas da minha face.

Ergo um pouco a gola do casaco já roçado
De mãos nos bolsos sigo
por entre os verdes
da floresta milenar

Deixo-me levar pelos pensamentos
E memórias de outros
Que por ali passaram
Em peregrinação

MT&HS


Something

A cold breeze
the fresh smell of land
in an unending twilight
I wander, between a cigarette "smoke"
and a lost glance in the horizon

I walk in the ground that did not see me being born
and the polar winds, those,
they cut out, harden and weave
the lines of my face.

I raise a little the collar already cleared
hands in the pockets I follow
for between the green
of the thousand-year-old forest

I am carried along by the thoughts
And memories of others
That passed
In pilgrimage

MT&HS
( english version HSS)

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